PRIMEIRA-DAMA INFORMAL: Cunhada de Carlos Brandão é acusada de ser funcionária ‘fantasma’ da Prefeitura de Mirador

A enfermeira Antonia Audreia da Silva Noleto, cunhada do governador Carlos Brandão (PSB), está no epicentro de uma grave denúncia que aponta para o uso indevido da máquina pública no Maranhão. Desde 2010, ela ocupa um cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Mirador, recebendo um salário de R$ 13.806,12. Porém, conforme informações de moradores e colegas de trabalho, Audreia raramente é vista na cidade. Apesar disso, seu nome permanece na folha de pagamento da prefeitura, como se fosse uma servidora ativa.

Essa situação levanta questionamentos sérios sobre a possibilidade de Audreia ser uma funcionária “fantasma”, ou seja, alguém que recebe dinheiro público sem realmente exercer suas funções. Documentos obtidos junto à administração municipal sustentam a alegação de que Audreia continua a receber regularmente, o que pode caracterizar improbidade administrativa e resultar em consequências legais severas.

Antonia é casada com Marcus Brandão, irmão do governador, e, nos bastidores, ela tem assumido um papel proeminente dentro do governo estadual. Embora não possua um cargo formal, é reconhecida como a “primeira-dama do Maranhão”, um papel que deveria ser atribuído a Larissa Brandão, esposa do governador, mas que, de fato, vem sendo ocupado por Audreia.

Com acesso irrestrito ao Palácio dos Leões e presença constante em eventos oficiais, Audreia conseguiu acumular poder, a ponto de conseguir despachar até mesmo na Secretaria de Cultura, onde exerce considerável influência sobre decisões e nomeações. Essa postura lhe rendeu o apelido de “rainha da cultura”, simbolizando seu poder no governo estadual, sempre respaldado pela aprovação do governador Brandão.

Uma reportagem futura prometerá expor como os irmãos de Antonia Noleto enriqueceram rapidamente, estabelecendo contratos milionários em várias prefeituras do Maranhão. Esse caso acentua as denúncias de que o governo estadual está favorecendo parentes e aliados políticos, em total desrespeito à moralidade pública.

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