Descaso em Santa Luzia: paciente morre asfixiada após demora no atendimento no Hospital Municipal

O Hospital Municipal de Santa Luzia, localizado no Maranhão, voltou a ser alvo de duras críticas após uma denúncia alarmante que revela o colapso do sistema de saúde local. Um vídeo chocante mostra uma mulher chamada Sara Taynara Rezende em estado crítico, deitada em uma maca, vomitando e aspirando seu próprio vômito durante uma intensa crise convulsiva. Durante todo o episódio, nenhum profissional de saúde foi visto prestando assistência à paciente.

Falta de profissionais e demora no atendimento

Conforme relatado por um funcionário do hospital que pediu para permanecer anônimo, a acompanhante de Sara foi instruída a deixar o local devido a um protocolo interno. O resultado foi que a paciente ficou sozinha por vários minutos, até que um profissional apareceu para socorrê-la, em razão da escassez de servidores de plantão.

A morte de Sara ocorreu em consequência de asfixia, provocada pela aspiração de seu próprio vômito. Este trágico caso poderia ter sido evitado se houvesse um profissional qualificado presente, que fosse capaz de posicionar a paciente de lado e evitar o sufocamento.

Gestão municipal é alvo de críticas

Fontes internas indicam que a carência de profissionais de saúde tem sido uma realidade constante desde o início da administração do prefeito Juscelino Marreca. O hospital chegou a ficar sem cirurgião geral até poucos meses atrás, o que prejudicou gravemente os pacientes, obrigando muitos a se deslocarem para outros municípios à procura de atendimento.

Esse cenário provoca indignação e reforça as acusações de negligência na administração e do abandono da saúde pública em Santa Luzia durante a gestão Marreca. A situação de Sara Rezende se torna um símbolo trágico, demonstrando como a ausência de estrutura e de uma gestão eficiente pode resultar em mortes desnecessárias.

Necessidade urgente de mudanças

A morte de Sara apresenta um aviso sobre a importância de contar com equipes qualificadas e a necessidade de um investimento constante na rede municipal de saúde.

Este incidente serve como um exemplo doloroso de como o descaso público pode transformar um atendimento simples em uma perda irreparável.

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